ARMADA IMPERIAL DO BRASIL

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Treino da Armada Imperial do Brasil, década de 1870.
   Surgida com a independência do país, a Armada Imperial do Brasil era a responsável pela defesa do mar territorial brasileiro. Tal missão perpetuou-se até a queda do Império.
É verdade que no início nossa Marinha era muito pequena, contando apenas com 38 navios de guerra (uma nau, quatro fragatas, duas corvetas, cinco brigues, seis escunas e vinte pequenas embarcações), mas contudo, foi essa mesma Marinha que atacou um comboio da esquadra portuguesa formada por mais de setenta navios que se dirigia ao Maranhão. Apenas treze conseguiram voltar para Portugal após se verem impossibilitados de atingirem o litoral norte brasileiro.
O Império também procurava constantemente modernizar e crescer as Forças Armadas do país. Em 1825, com o início da  Guerra da Cisplatina (1825-1828), a Armada Nacional não era mais aquela marinha pequena e fraca. As trinta e oito embarcações de 1822 tornaram-se noventa e seis navios de guerra modernos, de diferentes tipos, com cerca de 690 canhões. Em 1831 (ano da renuncia de Dom Pedro I), a poderosa Armada já era composta por duas naus, dez fragatas, vinte corvetas, dezessete brigues-escunas, duas canhoneiras, doze bombardeiras, três barcas a vapor, catorze transportes e várias lanchas de grande porte, num total de pelo menos oitenta navios de guerra em tempo de paz.
Martino-marajó-MHNEngana-se quem acredita que o desenvolvimento da Armada para por aí. durante todo período Regencial os números não pararam de crescer, sendo que em 1840 (ano da coroação de Dom Pedro II) o arsenal detinha noventa navios de guerra: seis fragatas, sete corvetas, dois brigues-barcas, seis brigues, oito brigues-escunas, dezesseis canhoneiras, doze escunas, sete patachos, seis barcas a vapor, oito lanchões artilhados, três charruas, dois lugres, duas chalupas e cinco lanchões armados.
Os Arsenais da Marinha do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Pará e Mato Grosso continuaram a construir dezenas de navios de guerra na década de 1880, passando inclusive a produzir e reparar torpedos. Este mesmo Arsenal construiu as canhoneiras a vapor, todos com cascos de ferro e aço (não mais de madeira como os primeiros do tipo construídos no país).
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Encouraçado Riachuelo
Apesar dos números , a gloria da Armada Imperial do Brasil se deu com a incorporação dos encouraçados de alto mar Riachuelo e Aquidabã (ambos dotados de tubos lança-torpedos) em 1884 e 1885, respectivamente. A obtenção destes navios possibilitou o Brasil permanecer entre as potências navais da época.
O fim da Armada se deu com o golpe republicano em 1889. No lugar foi colocado a Marinha do Brasil, porém esta até então não conseguiu ter o prestigio e respeito internacional que se teve a Armada Imperial do Brasil!

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